Caçadores II

•março 6, 2010 • 1 Comentário

Continuação (leia a parte I):

A Taverna estava praticamente deserta. Com exceção de um homem enorme e gordo caído sobre uma mesa, e um outro corpo caído em seu próprio vômito na outra extremidade da taverna, os dois homens estavam sozinhos.

_Ao menos devo te pagar uma bebida _disse Rudolf sorridente _ por Rinnia em todos os verões que eu passei jamais havia visto habilidade igual a sua, aquilo que fez com o punhal… Aonde você aprendeu? Por Galethia, você deve ser um aventureiro… Não! Um Herói.

_O forasteiro responde com tranqüilidade. _Não é tão difícil quando se trabalha caçando serpentes e cobras. Aquela maior em especial, é indício de algo terrivelmente perigoso…

_Com certeza! _ Interrompe o camponês ansioso. _Não tem coisa mais perigosa que um bicho daquele tamanho, por Galettia, eu te devo minha vida, minha esposa e minha filha precisam saber o seu nome. Aliás, qual é mesmo?

_Dimitri, _responde já um pouco impaciente, o homem de densos cabelos negros e uma pele lisa e tratada de quem não tem muito contato com o sol _mas o que eu quis dizer sobre perigo, é que aquele não é um animal comum, provavelmente você não tinha visto um por aqui antes não é mesmo?

_Di-mi-tri _pronunciou pausadamente o camponês, saboreando o som de cada sílaba, e continuou _ bem Dimitri, daquele tamanho, por aqui não, mas também não caço com freqüência à noite…

_Exatamente! Elas não são comuns mesmo, e quando aparecem é indicio de que algo realmente perigoso, a Hidra, também está por perto.  A Hidra é o perigo de verdade.

_Hidra? É isso que você está procurando? Bem, até onde sei esse bicho é só lenda, não é igual um dragão que agente ouve falar de vez em quando, meu avô veio do Norte sabe? Pra chegar aqui tiveram que matar no meio do caminho um dragão marinho, isso, no meio de uma tempestade!

_ Acho que você não está me entendendo _disse com um pouco de impaciência _é uma organização, um grupo de pessoas entendeu? Eles são a verdadeira ameaça. Basta se instalarem num lugar para atrair toda sorte de criaturas hediondas e rastejantes, esta organização a Hidra, são as serpentes que estou caçando!

Rudolf caminhava rapidamente para casa, não o preocupava o frio da madrugada ou mesmo a hora que chegaria em sua casa, aquele homem que acabara de conhecer, caçava pessoas! Por todos os deuses, isso era terrível, rapidamente encontrara uma forma de se despedir, mas o mais importante é que com a cobra que ele matara, e que tinham deixado em casa, com muito custo, pouco antes de seguir com ele até a taverna, garantiria a refeição de pelo menos duas semanas, pouco importavam pra ele, homens estranhos de preto ou homens serpente, se é que isso realmente existe, a sua família estava salva. Pelo menos era o que Rudolf pensava até abrir a porta de sua cabana e se deparar aterrorizado com uma cena que jamais esperaria ver.

Ela sabia muito bem. Algumas jovens sonham em ser princesas, outras vão além e querem ser idolatradas como deusas, mas para Gabriele não havia sonho e nem esperança, seu único desejo é que por apenas mais uma noite ninguém viesse bater em sua porta. Mas não foi o que aconteceu.

Continua…

Os olhos de um Orc

•março 3, 2010 • Deixe um comentário

Para não deixar o dia passar em branco vou postar só os olhos dessa arte fiz um tempo atrás ela é de um personagem de um conto que estou criando para o cenário “Área de conflito”, onde orcs rasgam pessoas ao meio matam uns aos outros, tudo coisa bem light, hauhauahau.

Primeiro o rascunho feito à mão.

Depois ela finalizada, esta arte na verdade mostra todo o rosto e parte do corpo, mas devo usa-la na capa da minha coletânea de contos, até lá… Olhe nos meu olhos humano!!!


Mate o seu filho!!!

•março 2, 2010 • Deixe um comentário

Bem pessoal, neste tópico pretendo falar um pouco sobre as formas de usar uma sessão mais roleplay para enriquecer as suas campanhas. Algumas coisas que funcionaram na minha mesa e que talvez possam ser usadas por vocês.

E A primeira dica é:

Mate o seu filho!!!!

Não, eu não enlouqueci, pelo menos não a partir de agora… No filme “Amor e outros desastres” o personagem Peter Simon recebe este “conselho” ao tentar vender o seu roteiro para um diretor que idolatra, más o que diabos isso quer dizer?!? Simples! Quando criamos algo muitas vezes temos tanto carinho para com a cria que é quase como um filho para nós ou uma obra de arte que não possui defeitos ou tem que permanecer intocada e inalterada. Mas quando um Narrador cria uma história, não dá pra ignorar o seu propósito, e fingir que ela é imutável e tem que permanecer tal qual foi criada até o fim da sessão… Não tenha medo de mudar, alterar a sua história virar de cabeça pra baixo, talvez você se sinta como se estivesse matando a sua obra, que você criou com tooodo carinho do mundo, (aff) como se fosse o seu filho,  o sentimento é esse mesmo, mate o seu filho!

Primeiro vem o obvio que é cortar aquelas criações que não caíram bem e só ficou claro na hora da campanha, mete a tesoura rapá!!!

Mas agora vem o mais difícil. Narradores, narradores, RPG não se resume a fazer seus jogadores seguirem pistas obvias que vão levar uma atrás da outra até o objetivo rigorosamente criado para a sessão, a campanha não se trata de João e Maria pra ficar seguindo migalha de pão Uai! Vamos ser criativos né? Tudo bem, eu sei que você ficou horas e horas criando um mapinha bunitinhu, polindo suas miniaturas e escrevendo uma mega história, mas seguir um caminho tão linear através de pistas e mapas e o diabo, é realmente rpg?

Um exemplo (sofrido) da minha antiga mesa (Ôoo saldade):

Os aventureiros estavam seguindo viagem e pegaram um caminho por uma vila completamente deserta. Havia a estrada principal e um grande celeiro, mas nenhum sinal de vida, após dar algumas voltas e ver pegadas sempre tomando cuidado para não fazer barulho se reuniram e tomaram uma séria decisão, ir embora sem investigar NADA…

Más eu já tinha criado (e com muito custo) toda uma história para aquele local. O celeiro só possuía terra por dentro porque por baixo da vila um grupo de orcs estavam escavando para esconder os tesouros de suas pilhagens pela região, o que resultou em uma rede de túneis subterrâneos, acreditem o cenário era 3d&t/Tormenta e eu até tinha feito um mapa da vila e das galerias e de toda aquela… Aquela merda!

O que eu fiz então? Improvisei. Apareceram vários guardas que realmente já os estavam perseguindo desde a ultima sessão, (não, eu não quis usar os orcs) e ouve uma luta sangrenta. Preferiram isso ao invés de se esconder nas cabanas e seguir para aventura que eu havia bolado (merda de novo). Mas ninguém ali ia arriscar seu pescoço rumo ao desconhecido, e eu fui me adaptando à idéia.

Os personagens correram mata adentro após esconder os corpos dos soldados, e depois de ficarem perdidos um bom tempo acharam a trilha para outra vila, onde já cansados sujos de lama e feridos (principalmente pelos mosquitos hehehe) procuraram uma hospedaria.

Esta sessão durou mais que o planejado por que cada jogador seguiu fazendo o que queria na vila, isso mesmo foi cada um pra um lado. Um foi pro quarto estudar mais magias, outro pra taverna, outro pro bordel, outro procurou um ferreiro, etc. Incrivelmente a todos divertiram mais do que o planejado, conheceram mais pessoas se reequiparam e preparam para continuar a viagem.

Quando tudo foi saindo do controle, descobri que esse negócio de controle não existe, ou não precisa existir pelo menos. Se você deixar tudo fluir as coisas podem funcionar. Cada jogador se vê diante de milhares de pessoas que pode conhecer e lugares aonde pode ir “de verdade”, e não somente quando der na telha do mestre. Por isso agora aconselho para os Narradores arriscarem de vez em quando… Deixe as coisas acontecerem… Se surpreenda!

Hobbit Druida

•março 1, 2010 • 1 Comentário

Bem galera aqui vai um rascunho da minha próxima arte. Um Hobbit Druida, isso mesmo, um Druida conjurando uma árvore para protegê-lo de uma chuva de flechas inimigas…

Aí está o rascunho:

E ele já um pouco adiantado:

Quer ver a arte concluída? Com EXCLUSIVIDADE nesta quarta feira lá no RPG Vale: (click na imagem)

RPG Vale

Até mais!

Elfo com espada mágica

•fevereiro 28, 2010 • Deixe um comentário

Bem pessoal mais uma ilustração para vocês.

Caçadores

•fevereiro 26, 2010 • 3 Comentários

Naquela noite a lua majestosa não aparecia no céu como de costume. Densas nuvens negras encobriam sua majestade e reinavam em seu lugar. Os animais noturnos rastejavam sorrateiros pela folhagem úmida que forrava o solo por entre pedaços de pau podre e pequenas criaturas que o dia ignora, mas são bem vindas à noite.

Num casebre simples de madeira, um homem se levanta lutando contra o sono sabendo que muitas horas ainda faltam para a luz da aurora. Calça suas botas rústicas e sobre a roupa simples de tecido grosseiro veste um colete de couro, nada que o proteja da persistente chuva fina e gélida que por vezes se transforma em tempestade, que tem castigado suas já escassas plantações.

O tempo parecia estar mudando, hora persistindo por meses com calor intenso ou com chuva interminável que alaga as plantações, ambos igualmente letais para a lavoura. Mas se o trabalho de sol a sol, embora o sol raramente e muito tímido apareça sob as nuvens, não tem abastecido a mesa da família se vê obrigado a caçar à noite.   Pega seu velho punhal herança, de família, e um arco pequeno de aparência frágil e credibilidade duvidosa, seleciona algumas flechas dando atenção especial às penas, “cada tiro precisa ser certeiro” pensa o homem. Testa algumas vezes a corda do arco, e após um beijo breve na esposa, que se revira um pouco incomodada, caminha com passos firmes rumo à saída, mas rapidamente se detém e retorna alguns passos até estar diante do brasão da família em um escudo gasto que remonta um passado de glória e bravura que rasgavam o mar em busca de terras amplas e férteis.

Mas o futuro é incerto, e os deuses que ainda habitam o velho mundo castigam a ambição humana, transformando valentes desbravadores em camponeses famintos. Ao sair ele não ouve, ou apenas finge não ouvir a voz frágil de sua mulher que diz: _ Não vá Rudolf, não vá…

O chão parece se mover enquanto uma serpente desenha lentamente seu trajeto no solo úmido, alguns animais que já perceberam sua presença silenciam o seu canto enquanto o predador procura algum pequeno e incauto roedor.

Rudolf não se meche, seus músculos estão tensos e seu corpo, coberto de gotículas de água, se transformou em parte da paisagem, ao redor, a mata selvagem imersa na escuridão talvez desconheça a presença de um novo predador, que não treme ou mesmo respira enquanto o animal desliza perigosamente roçando em sua bota. O arco está retesado, a flecha pronta e a serpente, ainda que não fosse exatamente o que esperava ter no ensopado com lentilhas de Joana sua esposa, serve de entrada.

Um milésimo de segundo antes de disparar o arco o coração do caçador gela quando percebe o que está acontecendo. Algo bem maior desliza pelo seu ombro direito, o corpo do animal em certo ponto chega a ser mais grosso que sua coxa e sua boca se abre revelando dentes enormes. A gigantesca cobra continua descendo passando a um centímetro de seu rosto, seu corpo se estende até metros acima aonde se enrola em uma árvore, ela parece estar preparada para atacar algo, “como ela não me viu ainda?”, pensa Rudolf quando enfim consegue perceber alguns metros à frente, um homem completamente vestido de preto, emergindo da escuridão.

Levou menos de um segundo. O homem de preto num salto ágil cravou um enorme punhal de lâmina curva e brilhante dentro da boca do animal, atravessando a sua cabeça. Morto, metros acima o gigantesco corpo da cobra despencou da árvore caindo sobre Rudolf. Ainda atônito com o acontecido, ele se levantou assustado e fugindo do corpo do animal procurando o seu arco, mas ficou novamente imóvel ao perceber que o misterioso homem de preto também com a sua bota esquerda havia esmagado a cabeça da outra serpente, da qual já havia se esquecido.

Continua…

Anão Guerreiro

•fevereiro 25, 2010 • Deixe um comentário

Bem galera, pra quem gosta de anões ou de armaduras… Ou anões de armadura, façam a festa com este Wallpaper.

Técnica: Como 90% dos meus trabalhos, fiz primeiramente o rascunho a lápis  escaneei, fiz a arte final com digital tablet e cores no photoshop CS3.

Por hoje é só, até mais.

Tamanho Extraordinário

•fevereiro 24, 2010 • 1 Comentário

Bem galera, sempre imaginei como seria em regras mais realistas um combate em que um humano de tamanho mediano enfrentasse um gigante do tamanho de um prédio… Quem se arriscaria a ser herói numa hora dessas não é? Esta ilustração do meu cenário em desenvolvimento “mundo livre”, tenta mostrar porque as vezes os heróis precisam fugir… Vejam o rascunho:

Veja o andamento da arte:

Por enquanto é isso pessoal, até mais!

Bem vindos!

•fevereiro 24, 2010 • Deixe um comentário

Sejam bem vindos à minha humilde casa virtual. quem passar por aqui poderá apreciar algumas ilustrações, contos e muitas idéias que, ao meu ver, podem ajudar a enriquecer o cenário de rpg brasileiro.  Sejam todos bem vindos.

 
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.